Qual não foi nossa surpresa quando o indivíduo resolveu pegar um formulário em papel. Com as MESMAS informações. Lá veio ele pedir as mesmas coisas. Mais umas três vezes cada - menos o CEP, que ele perguntou umas seis. Ele escrevia ainda mais devagar do que digitava. E rasurava horrores. Eu, lendo de ponta-cabeça por estar do outro lado da mesa, corrigia seus erros: "faltou um número aqui, ó".
Depois de morosos quarenta minutos (ou mais, não tenho certeza), ele, satisfeito, disse: "pronto!". Mais uma surpresa: o cara deixou minha ficha de lado e me entregou uma em branco para assinar. É claro que não aceitei, e expliquei que ele não pode dar um papel em branco para as pessoas assinarem. Explicação aparentemente óbvia, mas obviamente ele não entendeu.

Ele notou que estava perdendo a venda e ofereceu levar o contrato pronto a mim, no dia seguinte. Ok, problema resolvido, apesar da chateação. O que mais nos deixou embasbacadas foi o fato de que, em uma loja renomada (segundo eles, "tradição de 32 anos"), apenas UMA pessoa seja capaz de digitar uma ficha e imprimi-la. Entendam: eu olhei o formulário e não tinha segredo algum. Simples e intuitivo, e, até para leigos em informática básica, fácil de aprender (bastava clicar "ok" em todas as páginas). Como minha irmã comentou: "e se essa mulher morre? A loja vai parar de vender, porque não vai ter ninguém pra imprimir um contrato?".
O triste é pensar que pessoas assim, preguiçosas e sem vontade de aprender, têm emprego, enquanto tanta gente boa não consegue oportunidade. O mundo é realmente injusto.
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