
Juro que achei que fosse demorar mais. Não ficamos taaaaanto tempo na fila assim e não sofri nem um pouco com o drama de "pensei que meu braço fosse cair, de tanta dor" ou "a vacina me fez passar muito mal". E, no posto de saúde, ainda me diverti um pouco, graças a três idosos, em dois episódios isolados.
1. CONVERSA DE UM CASAL DE SINHOZINHOS
Senhorinha: "Falaram que o posto vai fechar daqui a pouco, pro almoço."
Sinhozinho: "É mesmo??? Por isso que fecharam o portão???"
Senhorinha (indignada): "É! Mas, gente, hoje é o último dia da vacinação... eles não podem fazer isso!!!! Tem que ficar aberto direto, oras!!!!"
Sinhozinho (também indignado): "É verdade!!!! Um absurdo!!!!"
Mas ele logo emendou: "Mas também, o povo deixa pro último dia, né? Tem que resolver tudo na hora???? Ainda bem que viemos vacinar no segundo dia..."
Ainda não decidi o que é pior: 1. deixar para o último dia ou 2. vacinar no 2º dia e voltar ao posto no último dia, só para assistir à fila dos desesperados e, ainda por cima, reclamando.
2. ATÉ INJEÇÃO NA TESTA?
Ao sairmos do posto, outra senhorinha, que parecia estar fazendo sua caminhada, parou, bastante interessada, e nos abordou:
Senhorinha: "É fila pra quê, heim?"
Nós: "É a vacina, senhora."
Ela olhou as pessoas na fila... pensou... pensou... olhou de novo a fila... e, hesitando um pouco, resolveu continuar andando.
E, quando dizem que brasileiro gosta de fila, a gente acha que é brincadeira.
Deviam fazer uma campanha no estilo daquela da Ipiranga... "O brasileiro é apaixonado por fila..."
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